
na banalidade dos dias, perdão.
Aviso os pássaros, solto os cães, acendo os faróis,
até trazê-lo de volta,
Aviso os pássaros, solto os cães, acendo os faróis,
até trazê-lo de volta,
protagonista de todas as horas.
Se calei a música e guardei os carinhos
em versos sem ritmo, perdão.
Reabro o cantar, o calor na voz
Reabro o cantar, o calor na voz
e espalho papéis pelas ruas.
Se me revelei apenas promessa
e minha alma se tornou inalcançável, perdão.
Reaprendo a soletrar meus desejos
e refaço o futuro para andar ao seu lado.
e minha alma se tornou inalcançável, perdão.
Reaprendo a soletrar meus desejos
e refaço o futuro para andar ao seu lado.
Mas, não sou um ser de amarras.
Amo com a veste dos pagãos
e dos impuros anjos sem esperança.
Amo como a boca ama o ardor e a doçura,
como o livro ama as mãos que abrem seus segredos.
Não acalente meus sonhos, eu os quero vivos.
Não adormeça em meus olhos, a sede de me soltar
nem engane meus sentidos com o medo de amar.
Amo como a boca ama o ardor e a doçura,
como o livro ama as mãos que abrem seus segredos.
Não acalente meus sonhos, eu os quero vivos.
Não adormeça em meus olhos, a sede de me soltar
nem engane meus sentidos com o medo de amar.
Não sou um ser de amarras.
Imagem: Bouquereau