ando por encruzilhadas de silêncio,
pois desconhecia esse subterrâneo
anunciar de desejos,
essa eclosão de me emudecer.
Se minha voz se cala,
desde que chegou,
em perfumes de cortesã me desvendo,
entrego os seios, beijo-lhe as mãos.
Se em silêncio me entrego,
é pelo temor de perturbar
os tênues acordes
deste fragílimo amor.
Se me toma em maciez de pétalas,
é que a você me entrego como as rosas,
em lento, perfumado e profundo revelar-se.
(asas leves, largífluo querer... eu e você).
Imagem: Harold Feinstein






