
Saberá o pálido papel
do veneno e da urgência
que tomam da boca as palavras
ou do júbilo dos corpos multiplicados
em muda agonia de amor?
As palavras que sei nada sabem
do que pressinto no teu peito,
ninho de gemidos.
Nada que eu diga, diz tudo de ti,
do devanear ou da saudade antiga,
pois que vives já nas minhas veias
semente, veio valioso do desejo.
Do que sei de ti,
tão dentro de mim,
as palavras não sabem dizer.
Imagem: Eduard Munch
13 comentários:
Oi Saramar,
Mais uma maravilhoso poema teu, que adorei.
Os meus sinceros parabéns pelo mesmo.
beijinhos e bom fim de semana
As palavras são mensageiras, mas nem sempre captam o âmago
na sua mais íntima acepção... Beijos Saramar.
Penso que nem precisa falar, só sentir a pele arrepiar!
(como a minha a ler suas palavras)
beijo grande
Olá!
Belo poema.
beijooo.
Saramar, continuas escrevendo talentosamente, deixando o sentimento fluir á flor da pele.
Querida,
Sem dúvida nenhuma é umas das letras que mais gosto nesse universo virtual.
Beijinhosssssssss
Perfeito! Acho que somos poetas por sempre buscar as palavras certas para os lugares certos. E às vezes abusamos tanto, que elas, de pirraça, não conseguem abraçar nossas intenções.
Não há sentimentos que não possam ser descritos em palavras. O que há é a nossa falta de jeito para encontra-las dentro de nós.
bjs,
Ainda falta inventarem tantas palavras. Certos sentimnentos não se tem como traduzir falando ... Beijo!
Teus versos são perfeitos, vão num crescente até o final inesperado. Parabéns. Abraços.
Linda e perfeita como sempre.
Beijocas
ah Saramar você sempre encontrando acertivas para as incertezas que tripudiam o coração dos amantes. Muito lindo! estou me sentindo presenteada , especialmente hoje lendo este belo poema. Abraços, Claudete
Ler-te é muitoooooo bom!
Beijinhosssssssssssss
O não saber das palavras evocam urgência de ter
lindo dia doce Saramar
beijos
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