domingo, julho 19, 2009

Meu amor, senhor dos sonhos


Ai, quem me dera ver-te,
quem me dera morar-te...
Vinícius de Moraes

Senhor das minhas águas
por onde navego e morro
senhor de minhas bandeiras
de júbilo ou logro,
senhor dos ventos, doce corsário,
meu amor me arrasta em águas,
no sal das mágoas, o corte, a dor
e o fim dos brumosos lamentos
se ele volta
se dele, os látegos da paixão cobrem
meu corpo cansado da líquida luta
(ai, lágrimas)
se dele fluem as ondas de amor.

Dos meus portos, perdido,
não ouve o amor, meu chamado, meus gemidos

Oh! Meu amor
Arrebata-me da ausência de teu lume
e me conduz a teus pélagos, senhor dos sonhos.
Lá, envolta em teus desejos
quero imergir, sereia e senhora,
dos teus carinhos, feliz prisioneira.

15 comentários:

Angela Ursa disse...

Saramar, muito intenso esse seu poema e que lindas imagens. Beijos floridos da Ursa!

BANDEIRAS disse...

Olá,

Poema muito bacana, forte.

Abços

Marco disse...

Ah, que saudades de seus poemas, amiga Saramar...
Suas letras nos são imprescindíveis. os médicos deveriam receitá-la, três vezes ao dia, feio comprimido para a gente se sentir bem.
Graças a Deus você está melhor. Muita saúde, amiga!
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.

Anônimo disse...

Ai que coisa mais linda. Que pena, que há tanto tempo ceguei meus olhos.
Sim, pois fiquei sem sentir
seus versos, que tocam lá no fundo... da alma.
Beijos, Saramar.
obs:Recebeu meu recadinho de feliz aniversário?
TIAGILLA.

GRAÇA GRAÚNA disse...

Saramar, poetamiga: maravilhosa onda de amor que flue do teu poema. Bjos, Grauninha

DE-PROPOSITO disse...

feliz prisioneira.
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Penso que ninguém se sente feliz prisioneiro, mesmo em casos de amor.
Felicidades.

Deassis disse...

Suas palavras, iluminações. Suas ausências, preocupações. Não nos prive de sua poesia.

Beijo carinhoso.

maria claudete disse...

" quero imergir, sereia e senhora,
dos teus carinhos, feliz prisioneira".
Disse tudo do teu belo poema.

Marco disse...

Como está a minha amiga ungida pela musa da poesia? Melhorzinha?
Estou aqui na torcida por sua boa saúde e pela volta de seus poemas que tanto gosto.

Moita disse...

Leio tudo que escreves.

Eu não pecisava dizer isto.
Mas você junta um universo que não é o seu.

O seu universo são as palavras, desmedidas no tempo e que serão medidas e aplaudidas no futuro.
Vários cheiros.

Ed

Janaina disse...

Lindas imagens... O poema, não sei descrever. Adoro as coisas que você escreve. Sempre.
Beijos.

Miriam castilho disse...

Olá.
Te achei por acaso, e adorei seus escritos.Gostaria de fezr contato com vc.
Meu email miriam.scs@gmail.com
Obrigada.
Miriam Castilho

Adroaldo Bauer disse...

dos cânticos antigos
prisioneira sem abrigos
das cantigas serenas

Anne Baylor disse...

é sempre bom te ler por aqui.
Doce como sempre!

Deassis disse...

Sereia e senhora, EMERJA desse seu silêncio!...