terça-feira, julho 15, 2008

Que poema me libertará?

O poema me libertará?
logo esse poema torto
de se servir das mais toscas palavras
do arremedo dos versos,
pedras escorando o amor
que não tem guarida
tonto
por não ter onde se revelar
por ser nada,
flor jogada na esquina,
antes que se dobre a rua
e a vida vire
e volte a ser o de sempre.

Que poema me libertará
da certeza triste
que me acorda todas noites
encolhida em cantos,
reconduzindo-me a momentos
de abandono e aromas,
renitente como espinho
fingindo que é distância,
mundos depois dos mundos,
a impossibilidade do amor?

12 comentários:

Poemas e Cotidiano disse...

Que linda poesia minha querida amiga Saramar!
Que saudade do seu poetar! Tanta sensibilidade, tanta ternura, essa dor meio "camuflada", que mostra sua personalidade doce...
Um beijo carinhoso minha amiga
MARY

Claudia Perotti disse...

ai ai ... a falta que faz pele com pele noite após noite ... e essa distância quase nos mata!

Beijinhossssssssss

Vieira Calado disse...

Muito cuidado, muito bem escrito, muito belo o seu poema.
Beijinhos

Hermínia Nadais disse...

O amor... nós temos e damos!...
E só seremos verdadeiramente felizes quando damos amor... mas sem esperar receber!
O poema é muito lindo! Seja Feliz.
Bjitos

Mimi disse...

O poema de um novo amor, pode ser...

Mas será que você quer se livrar?

Deixo isso para os seu botões resolverem.

Saramar, toda vez que vc visita o blog-bobice meu, o coração aqui fica feliz que só!
Seus comentários são sempre elogios para essa quase mentirosa.

Beijos livres de coisas negativas

Odele Souza disse...

O amor sem guarida, sua impossibilidade total. Triste? Pode até ser, mas é matéria prima para os poetas. Como você.
Um beijo

poetaeusou . . . disse...

*
poemas
liberdade das palavras,
,
conchinhas
,
*

Anne Baylor disse...

Que poema lindo.
Escrava??
..das letras!!
.. Do amor..

beijo linda.

Lena disse...

Lindo o poema !
A tristeza se vai em palavras
conforme se vão escrevendo

Beijinhos

Jota Effe Esse disse...

Nenhum poema nos liberta, a não ser aparentemente, mas na verdade nos enrola mais numa teia que não rasga. Meu beijo.

Tomáz disse...

A única coisa que nos liberta é viver a vida intensamente, poemas não têm essa capacidade. Mas mesmo assim é uma idéia interessante. Abraços. Tomáz

BANDEIRAS disse...

Querida Saramar, é sempre um prazer passar por aqui. Escreves coisas lindas, as vezes tristes tb. Bjs