
Amar é estranho! Começa como uma dorzinha de cabeça e depois vai tomando conta de tudo. E ficamos assim, meio inertes, sentindo a invasão, impotentes porque não há o que fazer para evitar, fugir ou reagir.
Amar é como a solidão, algo que vem e nos toma. Só que um é colorido e a outra é cinzenta.
Amar é meio solitário, apesar de tudo. Ninguém entende porque amamos uma pessoa. Só nós mesmos e, às vezes, nem isso.
Ainda bem que é solitário. Imagine o contrário:
- Eu amo o João!
- Obá, eu também vou amá-lo!
- Eu também!
- Eu também!
- E eu, então, vou amá-lo mais ainda!
Seria o caos. Crime passional.
As flores? Belezas, só isso, como sempre!







