quinta-feira, setembro 29, 2005

Presente


Ganhei um novo amigo, cuja sensibilidade é encantadora. E hoje, ele me deu esse presente. Não quis publicá-lo lá no meu blog de poemas porque esse amigo disse: "Esse poema é só para você". Depois, quem sabe, posto lá. Por enquanto, vou me deleitando com ele, aqui sozinha.

O AMOR
Pablo Neruda
Amo o amor que se reparte
em beijos, leito e pão.

Amor que pode ser eterno
mas pode ser fugaz.

Amor que se quer liberar
para seguir amando.

Amor divinizado que vem vindo
Amor divinizado que se vai.
Da obra: Crepúsculo de 1923,

2 comentários:

Anônimo disse...
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Nômade disse...

É,

Esse amor que nos faz a todos bobos.

Como evitá-lo sem o preço da saudade e o eterno questionamento?

E pensar que eram apenas o ano de 2005.