quinta-feira, dezembro 08, 2005

Bobagens de final de ano


Final de ano. Início de ano. O lugar comum que, neste ano, transtornou-se, doido, esquecendo de ser comum e virando minha vida inteira, como naqueles buracos redemoinhos que estão sempre em meus pesadelos.

Não suporto fazer listas de realizações porque sempre fico mal nelas. É um tal de riscar aqueles planos-bebês abortados (arghhhhh), de me sentir culpada por 5 minutos, de prometer tudo de novo à minha consciência, pedindo que ela me deixe em paz para beber e comer as festas em paz e pronto.

Prefiro fazer a lista das bobagens que sempre cometo. São as mesmas todos os anos. Ninguém consegue explicar o crescimento que não houve. Muito menos eu.

Mas, vamos à lista das bobagens, decrescente por ordem de importância.

  1. Apaixonar-me de 15 em 15 dias por pessoas diferentes.
  2. Esconder essa paixão de todos, às vezes, de mim mesma.
  3. Acreditar em tudo que me dizem, desde que sejam doces as palavras.
  4. Magoar as pessoas.
  5. Não visitar ninguém.
  6. Acreditar que meus amigos me rejeitam.
  7. Ficar arrasada com a rejeição, mesmo imaginária.
  8. Não dizer não.
  9. Ler muito rapidamente.
  10. Comprar todos os sapatos lindos que vejo.

Como a pretensão é outro defeito que veio se juntar aos anteriores, vou deixar esta lista em aberto para acrescentar novas bobagens sempre que me lembrar delas.

2 comentários:

ana K disse...

Se Deus quiser tb teremos a atualização de Ano Novo - se o tempo ficar curto pra vc, já tem o texto pra mandar!!! ;)
E Por FAlar de Amor agradece!! Bj no coração e parabéns por tão substancioso espaço para nossa mente e coração!
Sucesso!

spersivo disse...

Saramar,
Você não se cobra demais? Olha que a perfeição já dizia o nosso ministro é...uma meta. E ser perfeito deve ser chato demais. O bom da gente é ser humano, chorar, pedir perdão, persistir no erro, mas batalhar pela ilusão. A vida é um utopia mesmo. Só valem os bons momentos e até acreditar na mentira desde que seja deliciosa e ajude a viver. Bobagem é o resto. Quando leio o que escreve só posso pensar que você é inocente na sua confissão de beleza. S.