O meu lado que não sei, por onde anda? Que aparência terá?
Lagarto, cobra, flor, austo de outono ou figurante recusado na mais bela cena?
Não sei, não sei mais, dividida que vivo.
E apesar dos oceanos que me separam de mim, sei que atirar-se-ia ao escuro dos abissais amores, pois que é meu reflexo, meu contrário e minha montanha de guardados, de devaneios tontos, de flores mortas, vívidas demais.
Meu pedaço, meu obscuro interior tem as sementes de todas as flores que festejam meu desadormecer e pinta, diariamente, meu real retrato sob os disfarces que uso para empalidecer a dor de viver.
Lagarto, cobra, flor, austo de outono ou figurante recusado na mais bela cena?
Não sei, não sei mais, dividida que vivo.
E apesar dos oceanos que me separam de mim, sei que atirar-se-ia ao escuro dos abissais amores, pois que é meu reflexo, meu contrário e minha montanha de guardados, de devaneios tontos, de flores mortas, vívidas demais.
Meu pedaço, meu obscuro interior tem as sementes de todas as flores que festejam meu desadormecer e pinta, diariamente, meu real retrato sob os disfarces que uso para empalidecer a dor de viver.
(sem você, a vida é lento veneno)
Imagem: Malhoa






