quarta-feira, abril 05, 2006

Arranhões



Não sei do amor porque é água tranquila ou inundação. Afogo-me nessas circuntâncias e me desmancho célere. Mas ondas recuam e fico, só arranhões da areia que nem sabe de nada porque não estava ali quando abracei as águas. E estas, quando voltam, são outras, o mesmo mar e outras águas. Salgam minhas feridas e mais uma vez me afogo, entreguo-me. O mesmo mar, o mesmo. E eu, cada vez mais ferida porque só fica em mim a rispidez da areia.

Imagem: Marco Paulo

14 comentários:

Nômade disse...

Ah ha!

Me atrasei para o aniversário do blog, mais eis que aqui em tempo cheguei.

Corre tranquila, serena, vacila, diria o Guilherme em suas canções.

Ganham brilho e vida nas palavras vindas de seu coração.

Planeta Água.

Ana Luar disse...

Ai... esse mar de amar no qual nos afundamos.Gostei muito do que li por aqui....beijos eternos.

Vinicius Factum disse...

Ola! Belo texto!

Postei a "Parte II" da viagem de Pontes. Apareça!

Abs,

Vinicius Factum
Blog de um Cidadão

Jôka P. disse...

Obrigado pela força, Saramar.
Estamos bem, apesar de tanta violência.
Assustados, mas de pé.
Como todos nós, os cariocas.
E todos os brasileiros.

Bj!

Sonia disse...

Olá!
Obrigada pela visita no meu
blog, que bom que gostou!
Também gostei muito do seu.
Um ótimo fim de semana pra você!


Abraço!

B R E N A disse...

Quanta poesia!
Só posso aplaudir. Quisera tivesse o dom como você!
Beijos

+ Kazzx + disse...

Cara Saramar:

A vida nos arranha o tempo todo, ainda bem que somos todos auto curáveis...estamos curtidos...

Bjs

LCMarques disse...

"E por falar em saudades, onde anda você, onde andam esses olhos..."
Não consigo enviar e-mails prá vc, pelo Yahoo.
Beijos e estamos com saudades...

soslayo disse...

Saramar:

E a água diz-nos que está ali
a nossos pés a refrescar
da areia ela não sabe
apenas e só a passar.

Trilo de vida que nos compõe
segue as suas andanças
banha-nos a saudade e ao amor
verões a passar e invernos que dispõe.

Bonito o teu poema à água e ao mar. Beijinhos.

Rubo Jünger Medina disse...

Hum... o amor! Esse algo inexplicável! Como sempre, um poema pra reflexão, para meditar e encontrar a essência...
Beijos.

Angela Ursa disse...

Oi, Saramar! Apesar do tema triste, achei muito bonito o seu texto com imagens do mar. Adoro tudo que é relacionado ao mar. Beijos da Ursa :))

Zeca disse...

Teu nome já nos leva ao mar. O mesmo que passa, lambendo a areia e salgando nossas feridas. E o ardor do sal pode nos curar, nossos abraços podem aquecer o coração e tirar-nos da areia que, áspera, machuca.

Bjs.

Vera disse...

Ah!Quanta sensibilidade exalam das cancerianas. :-) Beijos nesse coração poeta.

Marcellino disse...

mais uma vez LINDA !