
A Betty, minha querida amiga, gentilmente,
incluiu-me entre os convidados para esse meme,
que continuei ao meu modo.
que continuei ao meu modo.
De todas as horas do dia, vivo na madrugada
olhando os astros, namorando estrelas.
No meu dia, se vazia, percorro a casa
tocando o móvel onde me refaço e
encontro meus namorados:
a velha estante de livros.
Se choro ou rio por um verso
ou uma imagem me sufoca
procuro o precioso líquido da vida,
a água de beber
de abrandar o que, porventura, dói.
Em todos os rumos por onde ando,
admiro a fecunda doação da terra:
na rubra pedra preciosa, o rubi,
multifacetado coração;
na árvore que enfeita o dia,
flamboyant da minha terra,
imenso e belo;
na orgulhosa flor, a orquídea
e sua misteriosa beleza;
no animal que me acompanha
nas vazias madrugadas,
meu cão acostumado a ouvir estrelas.
É belo e farto o colo da natureza
e de sua cor amarela, encho meus olhos,
gira-ensolarando os dias.
Os privilégios da vida,
colho-os todos em reverente agradecimento:
uma música de Chico a dizer Eu te amo
nos mais doloridos versos do abandono.
um livro, entre tantos,
Pessoa e o Livro do Desassossego,
meu namorado preferido.
Desfruto dos sentidos,
e uma comida me leva a pecar de gula,
o melífluo molho sobre o macarrão de minha mãe.
Não há igual em nenhum lugar, nem em Portugal.
Sou tantas vezes feliz,
que o verbo que me denomina,
se verbos o pudessem fazer, é sorrir.
Se não posso ainda viver sorrindo,
se a solidão me impede de cantar,
sem querer, eu digo ao vento
minha favorita expressão: vai passar.
Vai chegar o mês de janeiro
a chuva, o amor, quem sabe...
Depois de janeiro, talvez, deixarei ser só eu e
seremos o mais perfeito número: dois.
Então seremos música e
no instrumento musical mais pungente,
um violoncelo
inventaremos sonatas de amor e beijos.
Assim passaremos essa estação do ano e,
mesmo que lá fora chova, dentro de nós será verão.
Quem sabe até um filme seja refeito: um Violino Vermelho
dos dias que viveremos, coloridos de paixão.
Imagem: um flamboyant
olhando os astros, namorando estrelas.
No meu dia, se vazia, percorro a casa
tocando o móvel onde me refaço e
encontro meus namorados:
a velha estante de livros.
Se choro ou rio por um verso
ou uma imagem me sufoca
procuro o precioso líquido da vida,
a água de beber
de abrandar o que, porventura, dói.
Em todos os rumos por onde ando,
admiro a fecunda doação da terra:
na rubra pedra preciosa, o rubi,
multifacetado coração;
na árvore que enfeita o dia,
flamboyant da minha terra,
imenso e belo;
na orgulhosa flor, a orquídea
e sua misteriosa beleza;
no animal que me acompanha
nas vazias madrugadas,
meu cão acostumado a ouvir estrelas.
É belo e farto o colo da natureza
e de sua cor amarela, encho meus olhos,
gira-ensolarando os dias.
Os privilégios da vida,
colho-os todos em reverente agradecimento:
uma música de Chico a dizer Eu te amo
nos mais doloridos versos do abandono.
um livro, entre tantos,
Pessoa e o Livro do Desassossego,
meu namorado preferido.
Desfruto dos sentidos,
e uma comida me leva a pecar de gula,
o melífluo molho sobre o macarrão de minha mãe.
Não há igual em nenhum lugar, nem em Portugal.
Sou tantas vezes feliz,
que o verbo que me denomina,
se verbos o pudessem fazer, é sorrir.
Se não posso ainda viver sorrindo,
se a solidão me impede de cantar,
sem querer, eu digo ao vento
minha favorita expressão: vai passar.
Vai chegar o mês de janeiro
a chuva, o amor, quem sabe...
Depois de janeiro, talvez, deixarei ser só eu e
seremos o mais perfeito número: dois.
Então seremos música e
no instrumento musical mais pungente,
um violoncelo
inventaremos sonatas de amor e beijos.
Assim passaremos essa estação do ano e,
mesmo que lá fora chova, dentro de nós será verão.
Quem sabe até um filme seja refeito: um Violino Vermelho
dos dias que viveremos, coloridos de paixão.
Imagem: um flamboyant






