sábado, maio 27, 2006

Presentes


Eu tenho um novo amigo. Ele é um poeta camuflado sob milhares de palavras e acha graça dos meus poemas sem rimas.
E, sabendo do quanto gosto de flores, quase todos os dias me envia flores, do seu próprio jardim. Flores virtuais, lá de Portugal.
Se, às vezes, sou feliz é por causa dessas pequenas delicadezas.
Ontem, o meu amigo me deu dois presentes totalmente inusitados, porém muito necessários: o tempo e a loucura.
O tempo, esse desconhecido a passar por nós, indiferente aos danos e desencontros que provoca e aos amores que vai levando consigo para sempre.
O tempo, esse guardião da saudade.
O tempo, sempre menor que nossas vontades,
pequenino diante de nossas necessidades.
O meu amigo me deu o tempo, deu-me mais tempo.
Mas, de que adianta ter tempo sem a loucura necessária para gozar de todos os dias, as horas, os segundos?
A loucura nos dá as tramas para amar o impossível amor.
A loucura nos dá a coragem para fazer o inexistente vir a ser.
A loucura nos leva para outras vidas, diferentes da nossa.
A loucura nos faz criança para brincar de ser adulto, sem as dores de ser.
A loucura é indispensável para manter nossas janelas sempre abertas
e ver o mundo e amar o mundo.
O Tempo e a Loucura: meus presentes, são essenciais à felicidade.



O TEMPO

O tempo passa e nós dizemos
Perdi o tempo
Mas o tempo não se perde
O tempo passa

E o tempo
Não tem princípio
Não tem fim
Por isso o que
Não tem princípio
Não tem fim
Não é nada

O tempo
Não é nada
Não se vê
Não se consegue palpar
Mas é tempo
Tempo de Amar

A LOUCURA

A loucura de uma flor
Em que tudo lembra o amor
A loucura de estar sózinho
E não ter o teu carinho

A loucura da sedução
Que faz palpitar o coração
A loucura d'este querer
Só te olhar é um prazer

A loucura do teu olhar
em que penso em te beijar
E é por aí que vou

A loucura de ser louco
Em que o muito é sempre pouco
E sendo louco, louco sou.
Imagem: Paul Wittreich

17 comentários:

DE PROPOSITO disse...

Possívelmente trata-se dos primeiros voos poéticos do autor. Nota-se alguma insegurança, e porque não dizer, um certo nervosismo.
Fica bem.
Beijos.
Manuel

Cris Carone disse...

A loucura nos remete ao impossível.
"O tempo e a loucura", foi um dos posts mais delicados que já li.
Foi um prazer, obrigada pela docemeaior leitura!

eduardo disse...

Lindo post!!!!!!!!!!!
O texto eo poema são lindo!!!

cilene disse...

aloucura e que faz o mundo melhor...e mais talentoso..

Riccardo Joss disse...

Também vou começar a enviar presentes. ;-)

Zeca disse...

Olá, Saramar!

Lindo e doce texto homenageando o amigo que tanto tem contribuído para alegrar mais os seus dias!

Beijos e até a volta.

Só mais um Cortez... disse...

"...
Sejamos únicos!
Sejamos o nosso sonho!
Sejamos donos do nosso mundo!
Sejamos loucos!
..."
-Trecho de "Sonhos que Queremos Ser?", VjCortez-

Rose disse...

Saramar.
Se não fosse a loucura, não existiriam histórias fascinantes.

Poema muito bonito.

beijos

DO disse...

Acho muito saudavel se quer saber,hehehe
Otima semana
Beijos!

Soube disse...

- Soube
- Do quê?
- Pronto, as coisas estão mais claras agora...
- É!
- Os dois governantes candidatos passaram por provações...
- É!
- Como o poder pertence a Deus, acredito que Ele já deva ter escolhido um deles para abençoar com o poder...
- É!
- A resposta não é dada agora, somente em outubro saberemos...
- É!
- Ele deve ter considerado o arrependimento e o perdão interior, pelos erros de cada um...
- É!
- E isso só Ele sabe!
- É!
- Afinal somos todos humanos...
- É!
- Mas a caminhada continua, Deus continua olhando e suas palavras não devem ser desprezadas...
- É!
- A Paz esteja com você!

Soube disse...

- Soube?
- Do quê?
- O tempo não é controlado por nós, nem sempre ele anda como os homens desejam...
- É!
- A loucura existe...
- É!
- O que para alguns é loucura, para outros pode ser a felicidade...
- É!

Moita disse...

Não entendi a do "Manuel de proposito", de propósito!

Lindo dueto, voce é mágica.

mil cheiros

Moacir Caetano disse...

que presentes podem ser melhor que poesias?
beijos!!!!!

Carlos disse...

Geralmente vivemos em uma sociedade cujos costumes são nivelados. (ditos normais) quando sonhamos e ultrapassamos os limites dos costumes sociais e aceitáveis pelos grupos; somos loucos. Aí, surge a questão de quem realmente é o verdadeiro louco. É para pensar, não é?

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