sábado, novembro 04, 2006

Refletindo sobre a eternidade do amor

Meu amigo DO perguntou se o verdadeiro amor é eterno.
Ele mesmo tem a sua resposta porque seu lema é "o amor não se conjuga no passado: ou se ama para sempre ou nunca se amou verdadeiramente".

Fiquei refletindo sobre o amor e sua eternidade.
Padre Vieira disse, certa vez, que o amor nunca dura e por isso, é sempre representado como uma criança. Deve estar certo. O amor pode sim ter vida curta, mas não deixa de ser amor.
Nem acredito que o amor se transfere de uma pessoa para a outra. Para mim, o amor é fênix.
Porém penso que representá-lo como um pequenino ser significa que ele apenas é, no seu tempo e no seu espaço. Não cresce nunca, não amadurece, não endurece, não envelhece.
O amor é sempre uma criança dentro de nós. E, como toda criança, ele nos conduz usando a imaginação, a magia, o sonho e a esperança.

Creio também que o amor existe para compensar a fragilidade da alma humana diante da solidão ancestral de cada um. Pois que o homem, em seus tormentos e dores, é o ser mais solitário entre todos os seres e abriga em si, tempestades indivisíveis com seus semelhantes.
Porém, quando o amor o invade, recônditos da alma se abrem instantaneamente, clareiam-se, arejam-se e as dores ali guardadas fogem diante deste calor desconhecido.
Pelo amor, assim limpa, assim aberta e iluminada, a alma se livra de seus fantasmas e recupera sua pureza original.
Tal o milagre do amor. Ele, criança, ao nos tomar, transforma-nos em crianças novamente. Enquanto assim estivermos, o amor também estará e será.

Imagem: Guillaume Seignac

6 comentários:

Márcia(clarinha) disse...

Não creio em nada que se diga eterno, nem amor nem dor, nem ter nem ser, nem ir nem vir, nada é eterno...
lindo dia doce Saramar
beijosssssssssss

Jôka P. disse...

O amor não é eterno.
Tudo passa, até a uva, passa.

"Que seja emoção posto que é chama... mas que seja infinito enquanto dure."
(Vinícius)

Anônimo disse...

É muito mais fácil sentir o amor do que explicá-lo...

Beijo grande.

Um Poema disse...

De partida, à descoberta do que tantos outros já descobriram, virei ler-te no regresso. Até lá deixo-te,
Um abraço

Machado de Carlos disse...

O tema central da minha poética é o amor. Em cada verso tento cantar o amor, da maneira mais sublime que a própria palavra. Uma palavra que ao meu ver, denota uma profundidade infinita.

Quando amamos uma pessoa, queremos ver esta pessoa feliz. Ao notarmos a falta de felicidade nessa pessoa, fazemos de tudo para que ele seja feliz. Em contrapartida, o nosso egoísmo exige que aquela pessoa nos ame com a mesma intensidade. Aí, começamos a estudar cada movimento, cada frase, cada ato daquela pessoa; para encontrar respostas positivas ou negativas. Então, às vezes, nos deparamos com o ciúme, que é um jato de anticorpos, que emitimos, para proteger o nosso amor diante da nossa própria fragilidade. Mas o amor é a alavanca que move o ser humano. Não vivemos sem ele. Quando o amor nos falta, de um lado, sofremos. Perdemos o nosso sono. Perdemos o nosso equilíbrio, enfim.

Quando encontramos a pessoa amada, o amor nos faz sonhar. Melhora nossa auto-estima. Nos faz sentir mais gente. O Sol nasce mais colorido. A Lua parece sorrir.Descobrimos a palavra saudade quando se está distante, e, é um sofrimento benéfico, quando temos a certeza de que somos amados.

Marco Santos disse...

Huummm... Minha querida Saramar,
meu amor nasce criança, depois cresce, vira audulto que sabe o que quer e, se for mesmo o meu amor destinado, envelhece e fica mais sábio.
Mas o que você escreveu é muito lindo.
Beijos procê.