quinta-feira, fevereiro 23, 2006

De novo!


Devo ter espinhos escondidos em algum canto de mim. Não percebo e ninguém percebe até que se fira. E se vá. Ou será essa ânsia com que me atiro a tudo que termina por esfacelar os frágeis laços que raramente consigo atar? Deve ser a urgência que me toma e leva por caminhos contrários ao que busco.
A pressa é a inimiga, ensinaram-me tarde demais. Nem vejo o sol nascer e já busco estrelas. Mal percebo a lua chegando e já corro aberta para as madrugadas. A madrugada e suas estrelas nunca chegam. Perco-me delas, desprevenida e tonta. Perco-as, perco-me, de novo só.

7 comentários:

Taia disse...

Que lindo.
sabe que as vezes penso isso.
Onde estão meus espinhos?
Porque a pressa para falar, pense antes...
Mais aí...tarde...falei e magoei.
Custo a me acostumar com o fato que nem toda verdade deve ser dita.Será mesmo?
Beijo enorme!

Rubo Jünger Medina disse...

Poxa, que coisa linda... Emocionante mesmo.
Abraços.

cesar disse...

Ta lindo e dolorido e inquietante. MAs sob a coroa de espinhso que vc alega ter a gente imagina o tamanho das flores que te compoem...

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi!

Belo e triste...

Moita disse...

Eu sempre fico sem palavras.

É impossivel comentar tamanha beleza; as palavras não têm estatura para descrever o que se ler aqui.

um beijo

Artes e Poesias disse...

Saramar: obrigada pela sua visita nas minhas poesias "Nostra Cosa", veja agora o meu blog de poesias de diversos autores...rsrs. ;-) Bjs

Anônimo disse...

Sou nômade, venho de outras terras.

Esses não são os meus caminhos, que normalmente percorro.

Sei onde encontrá-la, mas não posso mais procurá-la.

Assim escrevo a esmo, ao vento e fico esperando.

É o meu castigo, agora sou nômade.