sexta-feira, março 03, 2006

Solidão


Às vezes, sinto-me um fantasma entre vivos. Como no filme de Bergman, há gritos em minha garganta, há sussurros em minha boca, mas ninguém para ouvi-los. Talvez eu fale em língua morta ou em outra faixa, outra dimensão.
Os dias são iguais e vazios e as horas são paredes altas crescendo à minha volta. Isolada, qual princesa proibida, prisioneira escondida do mundo, por trás do mundo, ando em círculos, buscando alguém, um meigo som, um amigo, palavras de amor. Mas, tudo é tão escuro! Não vejo nada, ninguém me olha. Cerca-me uma tristeza quase irremissível, de náufrago desesperançado.

14 comentários:

Jonas Prochownik disse...

Saramar, so posso te dizer que a vida e bela e eu não me canso de viver, apesar de ja ter passado dos setenta! Para mim cada novo dia e para ser usofruido da melhor maneira possivel. Abrs. do Jonas.

Paulo Silva disse...

Há que viver um dia de cada vez.
Bom fim de semana

Moita disse...

Sarita

De tudo que voce falou, tão bonito, uma coisa tenho certeza;
Você é de fato a princesa, não proibida, mas a princesa ou rainha das escribas permitidas.
Ou pelo menos, a minha princesa.

cheiros

bell disse...

Queira Deus, que sejam só palavras, por favor!
Sara, vc se lembra quando quem escrevia assim era eu?.....
As posições se envertem?..

Me preocupou.....

bjs*

Marcos disse...

Cara Saramar:

Beleza triste....mas beleza...

Bjs

Marcos

douglas D. disse...

mas a tristeza sussurra sonhos...

Nômade disse...

Saramar,

Bem vinda a terra dos homens, quem de nós não teria essas aflições?

Os poetas, mais as enxotam para fora do coração, mas é nosso o grito contido, a angustia vivida, a vida de aflições.

Busca-se respirar, mêdo da ausência, a flagilidade tensa, a incerteza imensa, não existe nenhuma palavra que possa nos ajudar.

Se os pensamentos nos levam por caminhos densos, criam paredes de pedras, elos de correntes, masmorras com seus lúgrubes restos de gente, um novo dia pode nos resgatar.

Vinde para fora, eis que os amigos te chamam, vôam soltas as borboletas, lindas, livres, vieram te libertar.

Anônimo disse...

Bem este seu blog é um show! Mas gostaria de lhe indicar um que tenho a certeza que vai adorar:

www.amar-ela.blogspot.com

Não deixe mesmo de visitar porque vale a pena!

cilene disse...

obrigada pelas indicacoes...no dia 23 volto 100% para o mundo dos blogs....ai estarei aqui todos os dias porque tambemgosto muito do que vc escreve...e obrigada

Rubo Jünger Medina disse...

Saramar, eu sempre achei os coments nos blogs mais do que importantes. E pude agora comprovar isto. Um internauta deixou no meu post ACIDENTE ODONTOLÓGICO um coment sobre o seu coment. Ele simplesmente disse estar morrendo de rir... Vc precisa ver.
Abraços.

Nômade disse...

Me too,

Comments, são o retorno dos questionamentos.

Chegamos ou não chegamos a alguém?

Como somos vistos?

Se pouco importa, importa alguma coisa.

Esse alguma coisa, importa muito mais que demais.

Acreditemos, pois, na semente plantada. Nos tempos de arar a terra, que bons frutos com certeza dará.

Um retorno ao passado mais forças pode nos dar.

Feliz 2005.

Wilton disse...

Olá!
Saramar, gostei muito de seu texto.Pura expressão de sensibilidade, com toque feminino. Beijos

Alexandre, The Great disse...

Ultimamente também tenho sofrido muito esta solidão. Ela é igualzinha a que vc descreve, e dói mesmo, lá no fundo d'alma.
Visitei! (rssssss)

Cláudio B. Carlos (CC) disse...

Oi!

Fique bem.

Beijos do *CC*