sexta-feira, maio 11, 2007

Jamais

Não sei se é de verdade,
não sei se existe.
Só sei que saio em busca de você
e sonho e se por vezes, o encontro,
caio em mudez,
como um palhaço sem criança
ou o dia quando o sol que não vem.
E não me vê, nunca me vê.
Somos só uma ausência,
um que se deixa,
outro que se vai
e a eterna angústia
de não sermos
nada mais que a certeza
do que não vai existir,
não mais.

Imagem: Monet

12 comentários:

Anônimo disse...

Por que amor tem sempre que rimar com dor, né?
Ainda assim, poemas de amor são lindos.. como este seu!
Beijo querida.

PELADUZ disse...

Certas dores por certo não valem a pena, senão pelo gosto delas chorar.
Não vou vir,
deve ser mesmo sempre última coisa a se ouvir de um falso amor.

Anônimo disse...

Saramar querida...
Como sempre, você escreve maravilhosamente bem, e linguagem do amor...Lindo,!
Aproveito para te dar meus Parabéns pelo seu dia! Feliz Dia das Mães!
Beijo carinhoso, Crisssss...

Anônimo disse...

Saramar, lindo poema... falar de amor...é sempre bom...sempre! rsrsrs..
Te desejo tbm um feliz dia das mães!!
bjão!

Anônimo disse...

Se é que um dia existimos ...

Anônimo disse...

Parabéns linda mamãe!

te adoro!
Elisabete cunha

Anônimo disse...

Um belo dia das Mães.
Nós merecemos!
Teus poemas são sempre lindos e dizem muito.
Um beijo
Leila Jalul

Anônimo disse...

Um belo dia das Maes para vc e sua familia e todos as maes brasileiras

Fernando Pinto disse...

«(...) como um palhaço sem criança (...)»

Lindo!

Beijinhos,
Fernando Manuel

un dress disse...

tudo o que não vai existir é semente do que se vai revelar...

talvez hoje aiNda...


:) beijO sar.aMar

Nilson Barcelli disse...

Fantástico poema, como sempre.
"... caio em mudez como um palhaço sem criança..."
Gostei imenso.
Bom fim-de-semana, beijos.

Marco disse...

Maravilha, saramar. Não me canso nunca de ler suas palavras tão bonitas, que falam tanto à sensibilidade. Carpe Diem.