domingo, setembro 30, 2007

À sua espera


Invento os dias e já deles vivo,
ainda que se demorem
para minha tão grande pressa.
O amor é já minha premência,
meu abandono e a saudade do que virá e
meus olhos intentam enxergar
no recôndito deserto dessa solidão.
E já tudo acontece
e me transformo em cais urgente,
em rumor de primavera, seiva fremente
à sua espera,
sombra do amor que a tudo transfigura,
ainda que habite em névoas,
em tudo que só existe em meus sonhos.

Imagem: Carl Holsoe

8 comentários:

Bichodeconta disse...

A paz que se sente ao visitar-te é imensa, razão mais do que suficiente para que passe e volte a passar. Sempre a poesia á nossa espera.Um obrigada pela partilha.. Um beijinho, ell

Joice Furtado disse...

"Invento os dias e já deles vivo"

Essa frase é triste mas expressa bem algo que sinto.

Um grande abraço

suruka disse...

Sempre que venho aqui
sinto a frescura dos versos
o cheiro das palavras.

bjs

palpiteira disse...

Bom dia, Saramar. Estou lendo um livro que fala justamente da importância de invertarmos os nossos dias. Diz que devemos umaginá-los e assim criá-los exatamente do jeito que desejamos. Eu me desejo sempre um dia bastante feliz e pra vc também. :)
Beijo.
Ah, meias de seda! Acabei colocando calças compridas. ;)

palpiteira disse...

imaginá-los. :D

Mustafa Şenalp disse...

çok güzel bir site.

Marilac disse...

Saramar,
Eu vivo longe do meu amor, e esse poema traduz tão bem o que sinto!

A espera,a pressa, o sonho, a saudade do que virá...

Vir aqui e ler poemas tão belos é sempre um momento especial!

Bjs

Marilac

Pata Irada disse...

Saramar,
esse bateu fundo.
Lindo!
Queria te dizer que acho esse teu cantinho aqui, o lugar mais legal de toda a blogosfera.
Um beijo.