terça-feira, setembro 05, 2006

Cúmplice

Cúmplice?
Não fui cúmplice,
Apenas aceitei seus carinhos
e me calei à música do seu riso.
Nada aceitei senão a saudade
que deixava em todos os meus caminhos.
Não diga que minha boca chamou a sua
quando eu apenas vivia de sonhá-la.
Não, não fui cúmplice.
Esperei apenas.
Foi você a vir, foi você.

Imagem: Alfred Gokel

12 comentários:

Arauto da Ria disse...

Saramar:Vim espreitar as suas janelas e mais uma vez vou mais rico. Como deve ser bom escrever assim e conseguir dizer coisas tão lindas com palavras tão simples e encantadoras que nos provocam a bonita sensação de estarmos dentro delas.
Estou a ficar viciado no seu blog.
Xau até amanhã..

Tom, um ser diferente... disse...

Que lindo poema...
Sempre bom te visitar.
Abraços,
Tom

Freeman disse...

Não liga não!
É só um pouco de saudades das tuas palavras...

Tiago disse...

acho que nessas ninguém tem culpa. as coisas acontecem como têm que acontecer e não há quase nada ou muito pouco que a gente possa fazer pra evitar. beijo.

Márcia(clarinha) disse...

Não existe culpa no ato de esperar, existe prazer no ato de desejar.
Lindo dia doce Saramar,
beijossssssssss

Arauto da Ria disse...

SARAMAR:
Perdi-me no seu «Falares», e não resisti vir aqui para reler tudo novamente,acredite que senti mais intensamente o calor e o aconchego das suas palavras. Como pode uma mulher como você, não ser amada?
Esses Brasileiros,(sem depreciação)
São insenciveis ou cegos?
Não pode...! Um bj

Poemas e Cotidiano disse...

Saramar,
Adoro suas poesias! Tem tanto sentimento minha amiga!
Voce escreve com a alma. Escreve tao diferente!
Realmente acho lindo o jeito que voce escreve!
Um beijo carinhoso
Adoro vc!
MARY

GENÁ FRANCO disse...

Lindo poema! Obrigada pela visita e volte sempre! Goiana, é? Adoro seu estado e tenho ligações familiares por aí.
Beijos!

Octávio Roggiero Neto disse...

Não foi cúmplice? Foi solidão, duplamente!

Santa disse...

O exercício da palavra e a licença poética exorcizam nossas dores.

Bjs

Loba disse...

Mas no final, o que importa mesmo é o encontro. Melhor o de corpo e alma, mas se for impossível, que as almas se beijem!
Te beijo, moça-paixão!

Marco Santos disse...

Quando amar é verbo intransitivo, esperar també o é. Maravilha, querida. Beijo grande.